Borghi que ama Dalva que ama - O amor do fã que eterniza sua diva
Produção
Renato Borghi Produções Artísticas Ltda / Tablado Produções
Espetáculo
Minha Estrela Dalva - O Musical
Temporada
2026/2027
Tudo começa com um menino de 6 anos e um disco de 78 rotações. Renato Borghi ouviu a voz de Dalva de Oliveira na trilha de Branca de Neve e perguntou à mãe: "Mãe, de quem é essa voz?" A mãe respondeu: "É Dalva de Oliveira, meu filho." Aquela voz nunca mais saiu da sua cabeça. Foi o seu primeiro chamamento para a arte - a porta por onde o teatro, a música e a paixão entraram na vida de quem viria a ser um dos maiores atores do Brasil. Décadas depois, formado pelo repertório de Brecht e Kurt Weill, Borghi resumia sua trajetória numa frase que condensa toda a tensão criativa de sua vida: "Estranhamente, eu era cria da Rádio Nacional e acabei trocando Emilinha Borba por Brecht."


Em 1969, durante a montagem de "Na Selva das Cidades", de Brecht, pelo Teatro Oficina - no auge da ditadura militar, quando o teatro era um dos poucos espaços de resistência - Borghi conheceu Dalva de Oliveira pessoalmente no Restaurante Gigetto, em São Paulo. Quis propor a ela um espetáculo em que a Rainha da Voz cantaria canções de Brecht com música de Kurt Weill. A morte de Dalva, em 30 de agosto de 1972, impediu que o encontro se realizasse. Em 2026, 57 anos depois, esse desejo chegou ao palco. Após 60 apresentações gratuitas no Teatro do SESI-SP e 32 apresentações no Teatro Claro Mais, no Rio, a obra já foi vista por cerca de 45 mil espectadores nas temporadas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Borghi sobe ao palco como ele mesmo - não como personagem - para realizar o encontro que a vida interrompeu. Não é uma biografia. É um delírio documentado. É amor.

Quatro trajetórias convergem neste palco: Dalva chamou Borghi para a arte (disco, 6 anos) e ele a seguiu até o encontro no Gigetto (1969) e além da morte. Elias Andreato conheceu Borghi em 1976, em "Mahagonny", de Brecht e Weill, e na Escola Célia Helena apresentou Elcio a Borghi com a frase: "Tem um aluno muito parecido com você." Elcio e Borghi fundaram o Teatro Promíscuo (1993); em "Borghi em Revista" (2004), Elcio criou o gênero "documentário cênico", e agora, com Elias codirigindo, os três fecham o círculo. Soraya Ravenle, que esteve no coro da primeira "Estrela Dalva" (1987) com Marília Pêra, volta quase 40 anos depois como a própria Dalva. Cada fio desta teia é biográfico. Nada aqui é metáfora.
"Aquela voz não saiu mais da minha cabeça. Foi o meu primeiro chamamento para a arte." - Renato Borghi

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